quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Sereníssima

Eu agora que não sei
posso sair da sua vida
e rir
nua, sua, à toa.

Não devo satisfações,
não devo nada
nem a você
nem a ninguém.

Eu, agora que não sei,
não quero nem saber
o que pensam de mim:
passa fora!

Não compro, não pago,
não sei que horas são,
não visto etiqueta
nem ideologias.

Eu, agora que não sei,
é tão bom acordar,
perambular nos jardins de mim
e desanuviar, desanuviar...

Solineide Maria, poetisa e escritora itabunense e minha amiga

Um comentário:

  1. Catherine minha amiga, que honra fazer parte desse espaço. E que maravilha saber que a distância nunca diminuirá nossa ternura!
    Amei seus textos. Engraçado que tenho uma Bete, a minha é sem tê agá no final. rs
    Amo-te muito querida voz feminina!

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